quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Será que ele é?

Seria esse o tal "Tucano do Bico Vermelho" que o senador Roberto Requião tanto fala???

BNDES aprova financiamento para obras da Arena

O BNDES finalmente aprovou o financiamento para as obras que são realizadas na Arena da Baixada visando a  Copa do Mundo de 2014. O valor gira em torno de R$ 131 milhões, o que corresponde a cerca de  70% do orçamento total da obra...

Ao ser liberado, provavelmente em setembro, o dinheiro será destinado ao Fundo de Desenvolvimento Econômico, que é administrado pela Fomento Paraná. Em seguida esse valor será repassado à CAP S/A, a sociedade criada pelo Atlético Paranaense para gerir as obras. 

Para receber os recursos, o Atlético Paranaense dará como garantias os títulos de potencial construtivo emitidos pela Prefeitura de Curitiba, além do CT do Caju.

O prazo para a quitação da dívida é de 15 anos, com 02 anos de carência.

Público privatizado..

Uma das coisas mais irritantes da política brasileira é a capacidade que nossos políticos possuem de "confundir" o que é público e o que é privado. Muito se fala sobre as privatizações, a venda de empresas estatais para a iniciativa privada, ok, isso é discutível, apesar de não ser favorável ao inchaço da máquina pública, respeito os que são contrários às privatizações. O que me deixa indignado é que, essas mesmas pessoas (com exceções, obviamente) não se colocam contrárias aos políticos que usam seus mandatos para servir aos seus interesses particulares.

E nesse período eleitoral a coisa fica mais escancarada, pois alguns parlamentares se utilizam de seus "assessores" para que os mesmos façam campanha eleitoral em horário que deveriam servir aos interesses públicos dos mandatos para qual trabalham. Um assessor parlamentar não deveria ser um "funcionário" do parlamentar, afina de contas, que paga o salário dessas pessoas somos nós, através de impostos (cada vez mais fortes). Vejo nas redes sociais uma série de "assessores" que ficam o tempo inteiro dedicado a atacar adversários políticos, utilizando de "fakes" para ficar o tempo inteiro publicando calúnias ou simplesmente xingando os adversários de seu "patrão"

Sei de algumas dessas criaturas e se eu sei, a polícia também sabe. Creio que deveria haver uma fiscalização maior em cima desses "assessores" para que façam o trabalho pelo qual a sociedade os paga.

Minha coluna na Gazeta 24 Horas


Debate: O que debater?

Na semana passada tivemos a primeira rodada de debates com os candidatos a prefeito de vinte cidades brasileiras, dentre elas a da capital de nosso estado. O motivo de conversarmos sobre esse tema aqui em nossa coluna é em virtude da forma como devemos interpretar esse espaço que é proporcionado pela imprensa brasileira e que deveria ser melhor aproveitado se não fosse pela insistência de um “engessamento” promovido pelas chamadas “regras do debate”, onde cada assessoria, em conjunto com a emissora e com o TRE, determinam qual o formato que o referido debate deverá ter.
Mas vamos discorrersobre o que significa um “debate”. De acordo com os dicionários atuais, a palavra debate significa: “Discutir, contestar, polemizar: debater uma questão”. Se o significado de debate é a discussão, a contestação e a polêmica, por que então não se consegue ver essas coisas acontecendo nos chamados debates eleitorais contemporâneos? Sou de uma geração em que ansiavapor debates políticos, nasci em plena ditadura militar, um período de exceção, onde os debates eram terminantemente proibidos e estávamos a mercê das decisões tomadas em quarteladas autoritárias. Com o retorno da democracia eletiva no País, nossa geração passou a questionar todos os pretensos candidatos e ficávamos atentos aos debates que eram promovidos seja por universidades ou redes de televisão.
Mas com a profissionalização cada vez maior das campanhas eleitorais (já conversamos sobre isso em colunas anteriores), os debates passaram a ser de responsabilidades de profissionais ligados a postura e a imagem do candidato, aqueles assessores que cuidavam do conteúdo foram colocados em segundo plano em detrimento de uma boa equipe de marqueteiros e advogados que se esmeram para que o candidato apareça da melhor maneira possível na frente da TV..
Mas e o conteúdo? E as possibilidades do contraditório? Onde fica de fato o “debate”, em um debate eleitoral? As ideias e as posições dos candidatos não são frutos de um programa de governo ou de uma série de propostas que foram debatidas com a população. Essas ideias são oriundas de pesquisas de opinião realizadas por agências que cuidam da campanha do candidato e que o preparam mais para o “como dizer” do que para o “que dizer”. Ficamos nós, meros eleitores, assistindo a uma série de técnicas que são utilizadas ou não pelos candidatos, e que nem sempre nos permitem avaliar o conteúdo de suas propostas. Vários candidatos que não possuem propostas consistentes podem “ganhar” um debate aos olhos dos analistas, pela forma com que se postou em frente às câmeras de televisão.
Tenho muitos amigos que são profissionais e da melhor qualidade que cuidam da imagem de um candidato e peço escusas a eles por colocar esses aspectos em discussão neste espaço, mas não posso deixar de falar sobre essa nova formar de persuadir o eleitor. Não sou contrário ao preparo de imagem de um candidato, creio ser importante que o candidato tenha um visual confiável e tecnicamente adequado para aparecer na televisão, mas não posso concordar que essa imagem seja mais importante do que o conteúdo que esse candidato tenha. Não sou ingênuo para não acreditar que a imagem não influencia na hora do voto, mas será que essa influência é positiva para o crescimento da democracia ou para a melhoria das condições de vida de uma sociedade? Essa dúvida (para mim uma terrível certeza) faz com que cada vez mais eu tenha a certeza de que a população precisa saber mais ouvir do que ver o candidato. Aprender a diferenciá-lo pelo que “ele diz e pensa” e não pelo como ele “diz que pensa”.
Não existem vencedores em debates. Cada aliado acredita que seu candidato foi o melhor, pois ai vai falar o emocional e não a razão. Na verdade, penso que só existe de fato um perdedor, que é o cidadão, que acaba privado de conhecer o conteúdo dos candidatos pois o que conta para os profissionais de eleição, é a imagem que esse candidato vai passar para o público. Uma pena, pois a máxima romana de que: “A mulher de Cesar não precisa ser honesta e sim parecer honesta” é praticado como uma estratégia de engodo ao eleitor.
Sou um otimista, já falei isso aqui, portanto, acredito que a sociedade vai evoluir e exigir que os candidatos tenham mais conteúdo, mais propostas, mais afirmações estratégicas de como conduzir uma cidade e os destinos de sua população. Oxalá isso não demore a acontecer e seja eu brindado em poder assistir a isso.

Gramsci: da Arte à "Pedofilia" 5

Quero pedir escusas para os leitores pela demora em escrever a sequencia do ensaio que estou fazendo sobre a obra de Antonio Gramsci, mas a...