segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Frase do Dia

"Le Marxisme est l'opium des intellectuels" (O Marxismo é o Ópio dos Intelectuais)

Raymond Aron - Pensador Francês

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Conservadorismo, o que é isso???

Venho lendo/ouvindo/assistindo uma enorme quantidade de bobagens ditas aos 4 quantos pelos novos “analistas políticos” de Redes Sociais. E uma dessas bobagens diz respeito ao Conservadorismo ou ao Conservador (Até a questão semântica é ignorada), em função disso, resolvi produzi um texto sobre o assunto. Quem sabe alguém leia e comece a procurar saber sobre os fatos antes de opinar por opinar.

Antes de mais nada, o Conservadorismo é um pensamento político que defende, dentre outras coisas, a manutenção das instituições sociais tradicionais (Tais como a família, a comunidade local e a religião) além dos usos, costumes, tradições e convenções. O conservadorismo enfatiza a continuidade e a estabilidade das instituições, opondo-se a qualquer tipo de movimentos de caráter “revolucionários”. Mas é importante entender que o conservadorismo não é um conjunto de ideias políticas definidas e estáticas, pois os valores conservadores variam enormemente de acordo com os lugares e com o tempo.
Por exemplo, conservadores chineses, indianos, russos, alemães, franceses ou ingleses podem defender conjuntos de ideias e valores bastante diferentes, mas que estão sempre de acordo as tradições de suas respectivas sociedades.

No início do texto eu falei sobre a importância de diferenciar “Conservadorismo”, pois acredito ser importante não confundir o pensamento político conservador com a atitude em relação às mudanças políticas chamada de conservadora (junto com outras como reacionários, progressistas e radicais). O conservador neste último sentido busca manter a situação política do jeito que está, independentemente do conjunto de ideias a que se aplica. É um termo normalmente aplicável a qualquer pensamento político que esteja no poder. Um socialista ou um liberal que esteja governando pode ser conservador nesse sentido, pois deseja manter-se no poder e almeja a continuação de suas políticas.

Um revolucionário torna-se um conservador depois do sucesso de sua revolução.
O conservadorismo que quero abordar aqui é aquele que começa a aparecer no Brasil e tem algumas semelhanças com o conservadorismo ocidental existente na América Latina, na América do Norte e na Europa, pois todos eles têm como base a doutrina cristã e a adoção, em maior ou menor grau, das ideias políticas liberais. Mas é importante entender que mesmo o conservadorismo ocidental possui várias vertentes e é difícil identificar um posicionamento político específico. Partidos políticos conservadores podem até ter opiniões divergentes entre si sobre algumas questões.
Bom, é possível determinar algumas características importantes do pensamento conservador ocidental. O Conservadorismo tem como seus principais valores a liberdade e a ordem (Não são os únicos, evidentemente, mas considero esses dois fundamentais, para se entender um pouco do que quero abordar), principalmente quando falamos de liberdade política e econômica e a ordem social e moral. O conservador acredita que há uma ordem moral duradoura e transcendente, que no caso do conservadorismo ocidental é baseada na doutrina cristã e tem na religião a sua base. O conservadorismo valoriza a diversidade típica do individualismo e rejeita a igualdade como um objetivo da política, preferindo trabalhar com a liberdade e com a equidade (Não se trata igual, os desiguais).
O conservador, assim como o libertário, entende que a igualdade político-jurídica é suficiente para garantir a justiça necessária entre os indivíduos. Qualquer desigualdade material ou de resultado é consequência inevitável das diferenças naturais entre os indivíduos, de seus esforços e de suas decisões. Lembrando sempre que cada indivíduo deve ser responsável por suas ações e escolhas, não cabendo à mais ninguém (Principalmente ao Estado), arcar com as consequências dessas ações/escolhas.
No campo político, o Conservador procura preservar as instituições políticas e sociais que se desenvolveram ao longo do tempo e são fruto dos usos, costumes e tradições. O conservadorismo entende que as mudanças e o progresso são necessários para manter uma sociedade saudável, mas essas mudanças devem ser naturais e graduais. Assim, a política do conservador é a política da prudência, sempre preferindo manter e melhorar as instituições estáveis e testadas do que tentar rupturas para implantar modelos de sociedade e instituições advindas da razão humana.
Essa postura coloca o pensamento conservador em conflito com ideologias essencialmente reformistas, que almejam criar uma sociedade “perfeita” pelo uso da política. Para o conservador, a política é a “arte do possível” e não um meio para se chegar a uma sociedade utópica. Um Conservador sempre irá buscar uma estabilização política através das características de sua sociedade, mas, via de regra, o Conservador ocidental é um indivíduo que defende a Monarquia (Principalmente pela existência do Poder Moderador, algo que se baseia muito nas tradições de um povo) e os valores da Tradição Cristã
No campo da Economia, o conservadorismo defende o individualismo. A defesa da propriedade privada também é vista como uma questão intimamente ligada à liberdade, pois não é possível ser livre se os meios de sobrevivência de um indivíduo estão nas mãos de outros, dos quais acaba se tornando dependente, principalmente se esses "outros" em questão sejam o Estado e seus "braços" de controle.
Entretanto, a defesa de uma economia de livre mercado não é assunto de consenso entre os conservadores de vários países do mundo, inclusive aqui no Brasil. Mesmo os conservadores que defendem a globalização e a abertura dos mercados ao capital internacional buscam adequar essa integração somente no âmbito econômico e financeiro, protegendo a cultura e a identidade nacionais de influências externas. (conseguem entender agora o que foi o BREXIT do ano passado?)
Mas, como o conservadorismo costuma ter fortes traços de nacionalismo, as ideias econômicas acabam sendo influenciadas, portanto, boa parte dos conservadores nacionais são adeptos de políticas econômicas desenvolvimentistas, nacionalistas e protecionistas. Mesmo assim, esse fato não impede que políticos conservadores sejam até hoje chamados de “neoliberais” na América Latina, o que não é uma designação correta na maioria dos casos, visto que muitos conservadores advogam políticas intervencionistas no âmbito econômico.

Essa “confusão” é provocada, principalmente, pela esquerda que conseguiu criar “rótulos políticos” para denegrir seus adversários. Um conservador, mesmo os que defendem o livre mercado, jamais podem ser taxados de neoliberais, pois conforme escrevi aqui anteriormente, não existe essa história de “Liberal-Conservador”.

Mesa de Bar

Em mesa de bar... tudo é possível... até mesmo...

Uma rosa falar!!!

Ou então, deixar ela ficar silenciosa ouvindo cantos, poesias, elogios, pela sua presença.

A vida é melhor numa mesa de bar. 


Porque até poetas e loucos apaixonados jamais recuperam a razão...

Tudo é loucura mansa a causar pouco mal.


Infelizmente a vida...

Não é uma mesa de bar!!!

Perguntar será que ofende???

Podemos levar a sério um País em que, traficante é viciado, puta goza e ladrão vira político???

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"Liberal-Conservador"? Nem a pau, Juvenal...

De uns anos para cá, venho estudando uma séries de coisas (uma série mesmo) e cada vez mais me considero um Conservador, calma, não é nenhuma ofensa.. Conservador é aquele ser humano que é defensor do modelo da civilização ocidental (moral cristã, filosofia grega e direito romano) e de um mercado regido por esses itens. Em razão disso, eu não me considero "refém" de ter que me intitular de um "liberal-conservador", do tipo que é ‘liberal na economia e conservador nos costumes’, independente de que seja cristão, budista, ateu, etc., só por medo de parecer um esquisitão controlador, intervencionista, que flerta com o socialismo, ou um saudosista da ditadura militar…

Mas por que eu estou escrevendo isso? Porque nós, os conservadores, sempre fomos defensores de uma economia descentralizada/livre em detrimento de uma economia centralizada/planificada. 

Até mesmo os católicos mais familiarizados com a Doutrina Social da Igreja e que possuem um pingo de sanidade mental  ou vergonha na cara, preferem um modelo econômico mais parecido com o modelo americano do que com o cubano; preferem o modelo econômico do Vaticano ao modelo da Venezuela, nós católicos sabemos que o grau de influência do Estado em questões como a assistência aos mais pobres vai variar de acordo com o tipo de governo instalado no país em que vivem, mas também sabem que o ato da caridade também é um dever moral de todos os indivíduos que vivem nesta sociedade.

"Os conservadores conservam aquilo que resistiu aos testes do tempo" (Edmund Burke)

Partindo desse principio de Burke, é possível constatar que o modelo econômico que sobreviveu aos testes do tempo é justamente o modelo econômico que privilegia as trocas voluntárias regradas por uma cultura moralmente consolidada e elevada. Esse modelo resistiu em detrimento de um modelo econômico em que o Estado proíbe totalmente o comércio (comunismo) e um modelo econômico de trocas imorais, dissociadas de qualquer estrutura culturalmente elevada (liberalismo). Este último nunca existiu de tão utópico que é!

 Francisco de Vitoria, Domingo de Soto, Francisco Suárez e Tomás de Mercado, da Escola de Salamanca,  já alertavam sobre a importância do mercado estar atrelado aos valores morais, e olha que isso foi bem antes de Adam Smith existir! O que  os liberais fizeram a seguir foi remover essa necessidade essencial entre mercado e moralidade e a coisa foi piorando com o passar do tempo. Ai a Igreja, então, começou a desenvolver a sua Doutrina Social, que não pode ser chamada de terceira via, mas que traz certa luz ao problema, embora muitos religiosos, economistas e filósofos (como Olavo de Carvalho) ainda se envolvam em discussões sobre o status quæstionis do tema.

Para quem desconhece a questão, a Escola de Salamanca (composta por monges católicos jesuítas) já sabia da eficácia do mercado décadas antes do surgimento dos liberais e de sua cria: os libertários. Por óbvia questão cronológica, a Escola de Salamanca é anterior à Escola Austríaca, à Escola de Chicago e aos Libertários adeptos dos delírios de Rothbard. É possível chegar ao ponto de dizer que,  católico que adere à ideologia liberal, acaba incorrendo em uma verdadeira "Heresia". Só para se ter uma ideia da coisa, os monges jesuítas da Escola de Salamanca fizeram observações acertadas sobre a questão da "Teoria do Valor" já em 1555. (“O valor de uma coisa não depende da sua natureza objetiva, mas antes da estimação subjetiva dos homens, mesmo que tal estimação seja insensata”. Bispo Diego de Covarrubias, in "Veterum collatio numismatum", de 1555).

Não caiam nessa pressão de grupos liberais de que nós, Conservadores,  precisamos assumir que somos liberais na economia a todo momento, porque um sujeito que é liberal na economia é um sujeito que também é um liberal social e cultural, ou seja, a favor do comércio de drogas, de armas químicas, de explosivos, de órgãos humanos, de pessoas e até mesmo de bebês (em casos extremos de insanidade mental do Liberal). Não preciso dizer que um Conservador sabe que esse tipo de comércio prejudica a sociedade e que um Conservador é cético e prudente quanto a isso, certo?





Precisa desenhar?

O leitor quer entender como funciona o pensamento esquerdista? Leia o que dizia um dos intelectuais da esquerda...

"Zuerst mein Magen, dann deine Moral." (“Primeiro o meu estômago, depois a vossa moral.”)

Bertolt Brech

Retorno de Saturno

Pela enésima vez...esse blogueiro volta às atividades...sabe-se lá até quando!!!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Parada!!!

Amigos do blog..devidos a questões pessoais, vou dar uma parada nas postagens aqui da página...quem sabe eu volte a escrever em breve!!!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O Rio de Janeiro não continua lindo!

Desde julho deste ano, cerca de 10 mil homens do Exército e da Força Nacional, foram disponibilizados,  por meio de decreto para o Estado do Rio de Janeiro. Ainda este ano, um bebê atingido pela violência da Baixada Fluminense quando ainda estava na barriga da mãe morreu em função da tal "bala perdida", num caso acompanhado pela mídia. Em agosto, a UERJ, uma das mais importantes universidades do Brasil, anunciou a impossibilidade de continuar a dar aulas no segundo semestre de 2017 e, por isso, cancelou pelo resto do ano letivo suas atividades, com salários de servidores atrasados por inacreditáveis 4 meses.
Mas afinal de contas, o que está acontecendo com o Rio de Janeiro? Como tanta insegurança e incerteza assolam um estado que recebeu os dois maiores eventos esportivos do mundo recentemente? O que houve com o tão badalado legado na infraestrutura prometido? Onde está a receita para manter funcionando as instalações das Olimpíadas? A população do Rio está descrente no seu estado e não consegue enxergar uma alternativa que possa ao menos diminuir essa sensação e anarquia que assola os fluminenses.
Mas repito: Como foi possível ao Rio de Janeiro chegar nesta situação?
As respostas são podem ser várias, tentarei aqui, demonstrar um pouco do que aconteceu no estado do Rio e como uma verdadeira "quadrilha" saqueou as finanças do estado e como foi tão mal feito um planejamento de gestão, apoiado na riqueza do petróleo.
Pois bem, a elite política do estado, da região metropolitana ao norte fluminense, apostou no  desenvolvimento alavancado pela indústria do petróleo e grandes obras de apoio, que iriam desdobrar-se em outros investimentos pelas regiões.
O COMPERJ, um complexo petroquímico, foi planejado para abarcar ao menos 15 municípios do Conleste (Consórcio de Desenvolvimento do Leste Fluminense). Mesmo assim, pouco foi feito para até mesmo concretizá-los: sem finalizar as construções, paradas desde 2013, o estado colhe hoje os frutos de uma política de desenvolvimento cara e sem resultados. O consórcio vencedor era formado pelas empreiteiras Odebrecht, Mendes Júnior e UTC. (nem preciso dizer mais nada, não é mesmo?)
De acordo com o vice-governador Francisco Dornelles, as fontes de receita do governo quebraram: Petrobrás e empreiteiras, assim como as prestadoras de serviços destas. Neste cenário, concluir obras de impacto foi um privilégio reservado ao início do governo Pezão, em 2015, com o Arco Metropolitano e a última linha do metrô na capital.
A falta de eficiência e desperdício de dinheiro público no estado explica parte dessa história. A resposta pode estar em uma conta na Suíça do ex-governador Sérgio Cabral; no bolso do Jacob Barata (dono da FETRANSPOR) e influente por toda a região metropolitana; superfaturada em um contrato da Delta Construções, encabeçada por Cavendish, ou em uma das empresas de Eike Batista.
Integrantes do governo tem sido protagonistas de ações do Ministério Público e da Polícia Federal em desdobramentos da Lava-Jato, envolvendo financiamento de campanhas, cartelização e monopolização de contratos públicos, superfaturamento de obras e troca de favores entre público e privado. Aliás, não somente membros do executivo, mas também do judiciário e do legislativo. Os 3 poderes do estado do Rio de Janeiro tiveram seus mandatários ou presos, ou na eminência de ser.
Além da ineficiência e de um planejamento estratégico feito para favorecer as empreiteiras, essa relação obscura entre público e privado se manifesta nas grandes desonerações fiscais, que custaram cerca de 138 bilhões de reais em ICMS nos seis exercícios fiscais entre 2008 e 2013, período de bonança, onde o petróleo literalmente "jorrava" dinheiro e por conseguinte, trazia a possibilidade de grandes obras e enormes desvios de dinheiro.
Com uma população mais velha do que a média nacional, o número de servidores inativos na folha do Rio de Janeiro é superior ao de ativos, ou seja, o Rio de Janeiro tem mais aposentados do que gente trabalhando no funcionalismo público. De quebra, o gasto anual com pessoal praticamente triplicou entre 2009 e 2015, em valores correntes, segundo o Tesouro Nacional. 
Um dos fatores-chave para tanta irresponsabilidade no campo das despesas foi igual conduta com as receitas. O governo previa arrecadar bilhões com royalties de petróleo, quando o preço do ouro negro se encontrava no seu recorde histórico. Com base na esperança de que a exceção continuaria eternamente, o governo se comprometeu. Trocando em miúdos, o governo do Rio de Janeiro se preocupou apenas em tomar medidas que serviam para "agradar" ao funcionalismo e desconsiderou o fato de que, planejado em "esperanças", o orçamento do estado estava fadado a entrar em colapso.
O governo estadual diz que não consegue cortar gastos e isto é a mais pura verdade, na ausência de reformas. Conforme conta o secretário estadual da fazenda, mais de 90% do orçamento a sua disposição vai para funcionários ativos e inativos, dívidas com o governo federal e obrigações constitucionais com saúde e educação. Se fosse uma empresa privada, o estado do Rio de Janeiro estaria em estado de total falência. Como resultado, tudo o que o governo pode administrar livremente hoje se resume a 4,5 bilhões de reais e não há como encurtar o déficit de 20 bilhões de reais rapidamente, sem reformas ou impostos. 
Nos próximos anos, a situação exigirá ajuda do governo federal, o que não é sustentável ou justo com os demais estados da Federação, sejam esses estados dependentes ou não, de ajuda do governo federal.
O resultado disso é um orçamento fora de controle!
Os servidores estão numa situação penosa: 204 mil deles não estão com seus salários em dia e a maioria não recebeu nem a integridade nem o décimo terceiro salário do ano passado.
Na UERJ, a situação consegue ser ainda pior: por estar associada à pasta de Ciência e Tecnologia do governo estadual, que é paga por último na folha de pagamentos, seus servidores se encontram sem salário há meses. Sem condição de exigir serviço daqueles que não foram preparados para uma austeridade tão grande do governo, a faculdade desistiu de terminar o ano letivo, não retornando suas atividades para o segundo semestre deste ano.
Agora vejamos a situação da Polícia Militar do Rio: com falta de recursos, não só deixa metade de sua frota de carros parada, mas das 6.756 viaturas, 1.836 não estariam em condições de rodar as ruas. Reclamações de falta de proteção são frequentes: embora acusada de ser a polícia que mais mata, é também a que mais morre em números crescentes: até julho já tinham morrido mais policiais que em todo o ano de 2016. Sem condição de aumentar seu contingente humano, pois não há condições de contratar mais ninguém, a perspectiva de melhora da segurança para o cidadão parece cada vez mais distante. 
Á proposito, caro leitor, você trabalharia em uma organização onde 3,6% dos trabalhadores são assassinados no exercício do trabalho e onde você tem os seus salários atrasados e ainda é acusado, frequentemente, de ser corrupto e truculento?

Perguntar será que ofende?

Em nome de Deus, por que a Gleisi Hofmann não está presa???